Comparo a humanidade a uma criança brincando. Ela tem em mãos blocos com diversas formas, e em sua frente uma mesa com buracos no formato de cada bloco. A criança insiste em encaixar o quadrado no buraco do circulo e então ela se irrita por não conseguir. É exatamente assim que as pessoas agem. Tentam impor a realidade modelos idealizados. E continuam tentando adequá-los assim mesmo. Por isso vivem se decepcionando. Temos dificuldades em nos aceitar como somos. Preferimos acreditar em nosso gigante interior, enquanto dentro da maioria adormece apenas um “anãozinho”. Temos dificuldades em admitir que somos falhos, com defeitos. Disfarçamos solidão pegando o maior número de pessoas numa balada. Buscamos novos pares que tragam a sensação da euforia. Agimos como o viciado atrás de doses maiores da droga. A alienação transforma-se em intimidade, a desumanização, em humanidade e a extinção do sujeito, em sua confirmação. A socialização dos seres humanos, hoje em dia, perpetua sua associalidade, ao mesmo tempo que não permite ao desajustado social nem sequer orgulha-se de ser humano.
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