Tem noites que não conseguimos dormir facilmente. Estas noites pertencem a dias inquietantes, em que nossas cabeças parecem ficar em funcionamento máximo. Certos acontecimentos nos deixam confusos, perplexos. Sentimentos confundem-se e não ficamos em paz enquanto não conseguimos decifrar cada um. Talvez a sensação que mais perturbe meu sono seja a frustração. Ela é o típico caso de síndrome do bode expiatório. Em que eu tento por no outro a culpa que é única e exclusivamente minha. Se me frustro com alguém não é culpa da pessoa. Ela não esta errada em agir e pensar de determinado modo que condeno. Pessoas são diferentes, valores diferentes. Deve-se cobrar de cada um aquilo que cada um pode dar. Futilidades me incomodam. Falta de profundidade da pessoa ou ressentimento meu? Essa não é a questão. O que me importa é que me incomoda. Não podia prever que ele fosse tão fútil. Embora já apresentasse algumas evidencias. Maldita mania de julgar um livro pela capa. Criar rótulos com base em poucas informações. Ingenuidade a minha, nem tudo que reluz é ouro. A pele foi boa, isso conta.disso vou me lembrar com orgulho. Só disso também, de mais nada. De nada me acrescentou ter conhecido ele. Algumas pessoas são descartáveis, apenas uma casca. Não que a pessoa não tenha conteúdo, mas ele não tinha o conteúdo que acho relevante. E aqui estou eu em crise por ficar me apegando ao “se”. E se ele fosse menos fútil, menos imaturo? Maldita mania de me apegar a uma fantasia. A pessoa é aquilo, cabe a mim aceitar ou não. o máximo que posso fazer é me retirar da vida dela de fininho. Coisas momentâneas não me agradam, preciso criar laços. Conhecer a fundo a alguém, mas cismo em procurar profundidade em lagos congelados. Sei que ali tem algo, mas ainda não está na época.
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