Ele acordou cedo para o trabalho.
Não tinha fome, ou pelo menos não devia.
Ignorou.
Pegou um ônibus lotado, cheio de sono, era desconfortável.
Ele devia estar acostumado.
Se esforçou, não conseguiu, fingiu.
No decorrer do dia foi colocado sobre forte pressão.
Odiava aquilo, mas era o que ele devia fazer.
Afinal estudou anos para aquilo
Era o sonho da sua vida, era ali que devia se sentir realizado.
Não se sentiu.
A vida parecia sem sentindo, perdeu anos de sua vida se preparando para esse cargo
Isso prometia trazer toda felicidade que ele sempre quis
Reconhecimento.
Olhou no espelho não parecia feliz.
Era a primeira vez que olhava um espelho.
Para sua surpresa, ao contrário do que sempre lhe fizeram acreditar: não era um robô.

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