Isso tudo é tão fútil tão sem sentindo. Minhas lágrimas não te incomodam, meu amor não te toca. É, você não sabe que choro por te amar.É tudo tão exagerado, tão dramático, é como se você fosse o único e eterno amor da minha vida. Não acredito nisso, mas como lutar com algo que se sente? Minha sensatez que deveras deixei esquecida em algum canto está me fazendo falta. Êta vida cheia de incertezas, as coisas seriam muito mais fáceis sem dúvidas. Não sei que direção tomar, não confio nas minhas escolhas. Me sinto num labirinto tentando encontrar a saída, e você está La na saída me esperando. Será que está mesmo? É essa dúvida que me faz querer sentar no meio do labirinto e me divertir por aqui mesmo na minha companhia, o mundo lá fora é tão grande, e sem você parece não ter graça. Ele costumava ter não é? Não importa se você vai estar lá fora ou não. Há outras pessoas lá fora, meu álbum de fotos me fazem lembrar disso, olha só as fotos, eu estou sorrindo na companhia de outros.
domingo, 5 de dezembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
22/11/2010
Sempre soube que meu dia chegaria. Só não imaginei que seria tão perfeito. Sempre me disseram que perfeição não existe, que não é bom idealizar, mas poxa, eles estavam errados. Me sinto o cara mais sortudo do mundo. Existem tantos caras legais no mundo, e eu estou com o melhor. O mar, a água batendo nas pedras, a árvore iluminada e você, tudo foi perfeito. Cada palavra sua ainda ecoa na minha cabeça, cada gesto continua vivo na minha mente. Cada detalhe, e eles fazem toda a diferença, Narciso sentira inveja da gente. Um coração desenhado na minha mão, escrito "eu te amo". Não é cedo pra tais palavras, afinal, sempre te amei.
domingo, 7 de novembro de 2010
Frustração
Tem noites que não conseguimos dormir facilmente. Estas noites pertencem a dias inquietantes, em que nossas cabeças parecem ficar em funcionamento máximo. Certos acontecimentos nos deixam confusos, perplexos. Sentimentos confundem-se e não ficamos em paz enquanto não conseguimos decifrar cada um. Talvez a sensação que mais perturbe meu sono seja a frustração. Ela é o típico caso de síndrome do bode expiatório. Em que eu tento por no outro a culpa que é única e exclusivamente minha. Se me frustro com alguém não é culpa da pessoa. Ela não esta errada em agir e pensar de determinado modo que condeno. Pessoas são diferentes, valores diferentes. Deve-se cobrar de cada um aquilo que cada um pode dar. Futilidades me incomodam. Falta de profundidade da pessoa ou ressentimento meu? Essa não é a questão. O que me importa é que me incomoda. Não podia prever que ele fosse tão fútil. Embora já apresentasse algumas evidencias. Maldita mania de julgar um livro pela capa. Criar rótulos com base em poucas informações. Ingenuidade a minha, nem tudo que reluz é ouro. A pele foi boa, isso conta.disso vou me lembrar com orgulho. Só disso também, de mais nada. De nada me acrescentou ter conhecido ele. Algumas pessoas são descartáveis, apenas uma casca. Não que a pessoa não tenha conteúdo, mas ele não tinha o conteúdo que acho relevante. E aqui estou eu em crise por ficar me apegando ao “se”. E se ele fosse menos fútil, menos imaturo? Maldita mania de me apegar a uma fantasia. A pessoa é aquilo, cabe a mim aceitar ou não. o máximo que posso fazer é me retirar da vida dela de fininho. Coisas momentâneas não me agradam, preciso criar laços. Conhecer a fundo a alguém, mas cismo em procurar profundidade em lagos congelados. Sei que ali tem algo, mas ainda não está na época.
domingo, 24 de outubro de 2010
Inadequado
O garoto vivia trancado no sótão. Só conseguia ver seu quintal e os arredores da rua onde morava. Sempre soube que havia algo errado consigo. Via os outros garotos brincarem na rua. Não tinha contato com eles. Não tinha contato com o mundo. Suas roupas eram diferentes, apenas diferentes. O tempo não corria igual para ele. Via os garotos brincarem, paquerarem, namorarem, e logo os garotos sumiam da rua. O tempo não corria para ele, o relógio pendurado na parede marcava sempre a mesma hora. Ele sabia que era diferente, um dia saiu de casa, conheceu pessoas e percebeu como era inadequado. Suas palavras magoavam as pessoas. Quis voltar para seu quarto, onde os móveis não se magoavam, mas não conseguiu. Vagou pelo mundo, porém nunca achou lugar em que pudesse mais ser ele mesmo.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
mudanças
O mundo muda constantemente. É inevitavel.
A vida é assim, como um interior de um grande relógio. Cada movimento gerado, aciona um outro movimento.
É uma lei natural, as coisas mudam e te afetam. Saber lidar com mudanças e fazer delas algo positivo é a grande jogada da vida
Mudamos de emprego, amigos vem e vão; amores igualmente, talves com maior frequencia. A única coisa que a maioria das pessoas guardam dos antigos relacionamentos são as magoas, fazendo assim do passado algo triste e sombrio, indigno de ser relembrado. Mudar não significa esquecer o passado e começar do zero. Significa fazer dele uma fonte de aprendizado com base nos momentos bons e nos ruins, pois todos eles nos somam. Precisamos ter consciencia que a vida nos pede
uma constante reinvenção de nós mesmos. Mudar habitos, costumes e crenças exige coragem, não se livra deles jogando pela janela, precisamos descer
degrau por degrau, é algo que exige tempo. A vida é feita de relações de troca de aprendizado, toda ação tem uma reação. Nunca é uma via de mão única.
Mudar não significa somente se adequar a uma nova realidade, significa também que essa realidade tem que se adequar a você. Sua vida muda quando você muda.
Podemos ser várias pessoas durante a vida, mas sempre que olhamos para dentro de nós nos enchergamos lá, ainda nos reconhecemos e nos legitimamos, isso é o porto seguro, a segurança que temos de que ainda não enlouquecemos, mesmo que todas as circunstancias digam o contrário. Isso não é ter falta de personalidade, é reconhecer que podemos ter várias.nunca somos constantemente a mesma pessoa. Nunca somos ora bons, ora maus. Somos ambos, somos complexos, somos o joio e o trigo, o médico e o monstro, Temos o belo e o feio dentro de nós, e isso não é uma questão de escolha. É uma questão de ponto de vista. O belo está nos olhos de quem vê. Pois nunca somos cem por cento algo, acreditar nisso é enganar a si mesmo. Ser sempre o bonzinho cansa, ser sempre o palhaço enjoa. Ser sempre a mesma pessoa mata, aos poucos, pois sufoca instintos e vontades que a vezes enxergamos como exteriores a nós, como um atentado a nossos princípios Reprimimos, sufocamos e matamos, chega uma hora na vida que percebemos que matamos um inocente, numa atitude suicida. Não adianta, a vida sempre nos cobra, mais cedo ou mais tarde. Pode-se ficar em dívida com o mundo todo, mas jamais fique consigo mesmo, pois não há maior cobrador do que o espelho. Não se chega a essas conclusões sozinho. tem que haver choro e ranger de dentes, precisamos de um tapa na cara de uma mão amiga. Mudar é preciso, se é bom, só o tempo dirá, porém é melhor do que ficar estacionado sobre paradigmas sufocantes. Mudar é saber que nunca chegamos ao fim, se o fim chegou é porque não há mais vida, pois enquanto há vida, há mudanças.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
conchas
Quem foi que disse que seria fácil? Acho que a geração passada não sofria tanto com problemas de relacionamentos, eles eram mais estáveis, mais concretos. prefiro essa palavra pra explicar esses amores modernos de internet. Eles são reais, mas não são concretos. A gente sente, a gente sofre. A gente se aborrece. Sorrimos e choramos, por alguem que nem conhecemos...fisicamente. Essa coisa de aparência é traiçoeira. já troquei amor por conchas vazias, e ostentei-as com um sorriso falso, querendo que as pessoas acreditassem no que viam. Já fui trocado por medo. por um pouco de hipocrisia em nome da aparência. Nos sabotamos o tempo todo, talvez tenhamos medo de sermos felizes, só pode. Afinal, tememos o desconhecido. e não sei como seria, ja to acostumado a lidar com a decepção. Já virou meu ponto de conforto.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Para Álef, meu pequeno príncipe.
O pequeno Príncipe - Antoine de Saint Exupéry
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
- Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...Olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando tiveres me cativado. O trigo, que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
E a raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! Disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com algum amigo que o fez tão importante. Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deve esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
- Bom dia, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
- Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...Olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando tiveres me cativado. O trigo, que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
E a raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! Disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com algum amigo que o fez tão importante. Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deve esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
sábado, 31 de julho de 2010
Brincando com a vida
“Alguém o enganou, dizendo que ele precisava estar se divertindo 24 horas por dia. Se sentiu um fracassado ao perceber que sua vida era apenas normal”.
Comparo a humanidade a uma criança brincando. Ela tem em mãos blocos com diversas formas, e em sua frente uma mesa com buracos no formato de cada bloco. A criança insiste em encaixar o quadrado no buraco do circulo e então ela se irrita por não conseguir. É exatamente assim que as pessoas agem. Tentam impor a realidade modelos idealizados. E continuam tentando adequá-los assim mesmo. Por isso vivem se decepcionando. Temos dificuldades em nos aceitar como somos. Preferimos acreditar em nosso gigante interior, enquanto dentro da maioria adormece apenas um “anãozinho”. Temos dificuldades em admitir que somos falhos, com defeitos. Disfarçamos solidão pegando o maior número de pessoas numa balada. Buscamos novos pares que tragam a sensação da euforia. Agimos como o viciado atrás de doses maiores da droga. A alienação transforma-se em intimidade, a desumanização, em humanidade e a extinção do sujeito, em sua confirmação. A socialização dos seres humanos, hoje em dia, perpetua sua associalidade, ao mesmo tempo que não permite ao desajustado social nem sequer orgulha-se de ser humano.
Incomodo
E lá estava eu sentado no meio de semi-conhecidos. O lugar não era ruim, chegar lá que era, mas eu já havia passado pela pior parte, e lá estava eu. Sentado olhando pra água, pra grama, para as nuvens no céu azul. A paisagem era perfeita, mas faltava algo. Olho pro meu lado e vejo um casal, dois dos semi-conhecidos que me faziam companhia aquela tarde. Eles olhavam um para o outro, e a paisagem parecia para eles apenas um complemento. O que para mim era maravilhoso passava despercebido por eles, era só um detalhe pequeno diante do que eles pareciam desfrutar. Fiquei com inveja, queria passar por aquilo também. Fiquei a observá-los. Eram dois garotos. Um deles me olhou por um instante, encarei-o nos olhos. E logo ele voltou a observar seu namorado. Olhei ao meu redor desejando que meu amigo chegasse logo, o outro garoto que estava conosco era indiferente, não que me incomodasse, mas senti necessidade de alguém conhecido. Desejava intimidade.
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