Que dias agitados, sou apenas um para dar conta de tudo
O mundo gira, minha cabeça gira.
Ninguém entende o “meu importante”
Que noite agitada. A música tocando, a confraternização com meus amigos e um só desejo.
Mas ninguém ali parecia me encantar.
Sei que nunca mais vou me contentar com o “segundo melhor”.
A meses estou preso a alguém. A meses uso a mesma pessoa como referencial.
Por um instante naquela noite vi alguém capaz de me tirar de onde estou acorrentado.
Não havia tanta beleza, mas me encantou profundamente desde o primeiro momento que o vi.
Cabelos castanhos desgrenhado, branco, magro, um alargador, aparelho nos dentes e um horrível piercing no nariz. Como acho feio essas coisas, porém, como ficou lindo nele.
Me senti dando um passo para fora do meu cativeiro, mas o degrau estava fraco e corroído, e logo cedeu e me fez recuar. Junto com ele rachou também o meu coração. Fiquei parado apertando sua mão e olhando nos seus olhos. Ele se despediu. Não quis deixar rastros, mas sou bom com essas coisas. A festa então perdeu toda a graça. Voltei para o nível do comum.
Tentei beijar outros. Porém eu não correspondia e saia no meio de beijo e deixava-os sem entender nada. Não fazia mais sentido. Como disse, o segundo melhor não me agradava mais.
Desci as escadas ao som agitado de um rock, deixei a festa. Caminhei sozinho até meu ponto.
Rua deserta, fim de madrugada e meus pés doíam. Eu caminhava como um zumbi, mas me sentia vivo. Muito vivo. Me sentia também injustiçado. Tive inveja. Fiquei feliz em saber que não era impossível exorcizar fantasmas que me assombram à meses. Talvez não tenha sido agora, mas fiquei com a sensação de que em breve isso acontecerá. Peguei o ônibus, quase apaguei ao sentar no banco. Na minha cabeça eu só tinha a imagem do garoto que tinha conhecido. E seu nome ecoava na minha cabeça sem parar: Caetano, Caetano...
You are the only excpetion...

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